A rede Ethereum registrou em fevereiro de 2026 uma métrica histórica: 2 milhões de endereços ativos por dia, número que supera o pico registrado durante o bull market de 2021 — até então o período de maior atividade da rede. Os dados reforçam a posição do Ethereum como a principal infraestrutura de blockchain do mundo, mesmo em um contexto de mercado desafiador.
O que impulsiona a atividade
O crescimento da atividade na rede Ethereum é atribuído a múltiplos fatores convergentes em 2026:
- DeFi em expansão: o volume total bloqueado (TVL) em protocolos de finanças descentralizadas continua crescendo, com novos projetos atraindo liquidez de investidores institucionais;
- Tokenização de ativos reais (RWA): títulos do tesouro, imóveis e outros ativos tradicionais tokenizados na rede Ethereum já somam dezenas de bilhões de dólares;
- Redes Layer 2: soluções como Arbitrum, Optimism e Base reduziram as taxas de transação em até 95%, tornando o Ethereum acessível para transações cotidianas e atraindo novos usuários.
A desconexão entre uso e preço
Apesar do recorde de atividade on-chain, o preço do ETH permanece travado abaixo da resistência de US$ 2.200 — um nível que analistas apontam como crítico para uma eventual retomada mais forte. Essa desconexão entre os fundamentos da rede e o desempenho de preço tem sido tema recorrente de debate na comunidade Ethereum.
Para alguns analistas, o fenômeno reflete o atual ambiente macroeconômico adverso, com pressões inflacionárias nos EUA e incertezas geopolíticas mantendo investidores cautelosos. Para outros, a atividade robusta é um sinal de acumulação silenciosa que pode preceder uma valorização expressiva.
Perspectivas para 2026
Com a crescente adoção institucional impulsionada pela clareza regulatória nos EUA e na Europa, e com as redes Layer 2 tornando o Ethereum mais eficiente do que nunca, os fundamentos de longo prazo da rede nunca estiveram mais sólidos. A questão que o mercado responde é quando — e não se — o preço do ETH vai refletir essa realidade.
